Bem-estar  

Entrevista | Guilherme Manocchio e a relação do Triathlon com o Crossfit

Imagem utilizada em um dos posts de blog em CrossNews do site da Crossfit Barigui.

Entrevista | Guilherme Manocchio e a relação do Triathlon com o Crossfit

Guilherme Manochhio, ou Gui – como prefere ser chamado, treina atletismo desde os 12 anos. Com 18 anos, tornou-se profissional no esporte. Desde então, têm participado de inúmeras competições. Somente no Iroman, competição mais consagrada no mundo do triathlon, Gui já acumula 10 participações e 2 vitórias como profissional. Sua última foi neste final de semana, na prova da Dinamarca, fazendo o incrível tempo de 8h14min. Sua vitória anterior tinha sido em casa, no Ironman do Brasil em Fortaleza.

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Recentemente, o Guilherme conheceu o Crossfit treinando conosco na Barigui, e compartilhou com a gente um pouco de sua experiência no esporte e a sua visão sobre o Crossfit.

– Gui, nos conte um pouco da sua história com o esporte e da sua trajetória até aqui.

Eu treino há 20 anos. Como profissional, já são 15 anos. Mas foi apenas com cerca de 10 anos de carreira que eu tive as minhas primeiras vitórias. O Triathlon é um esporte muito complexo, que exige um bom desempenho em três outros esportes: natação, ciclismo e corrida. Os meus resultados não foram da noite para o dia, e eu tive várias dificuldades na minha carreira.

– Qual foi a sua maior dificuldade?

A natação foi sempre a parte mais difícil pra mim. A parte teórica é um aprendizado muito complexo, que requer muita técnica e treino. Sempre tem uma coisinha para melhorar, para evoluir. Mas aprendemos no esporte que a evolução é diária, e que só com muito treino e garra conseguimos alcançar os nossos objetivos. Isso sempre me motivou e continua me motivando a fazer sempre mais!

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– Qual seu maior objetivo agora?

Meu maior objetivo sempre foi uma vaga para a categoria profissional do Ironman do Hawaii. Para poder competir por lá, é preciso estar no topo da pontuação nível mundial. É como se fosse uma final de campeonato. (Para nós, crossfitters, o Crossfit Games). Os melhores do mundo são classificados para ir pra lá. No caso do IronMan do Hawaii, competem os 50 atletas com a melhor pontuação nas provas ao redor do mundo. Atualmente, eu ocupo a 37ª colocação. Com a minha última vitória no IronMan, carimbei meu passaporte para o Hawaii! Estou oficialmente dentro da competição em outubro! Agora, meu objetivo é treinar muito para fazer por merecer essa grande oportunidade obtendo o melhor resultado possível.

– O que você acha que mudou nesses 20 anos de treino no Triathlon e no esporte em geral?

Acho que todos os esportes aprenderam a mudar o conceito de treinamento. Atualmente, utilizamos muito mais explosão, muito mais força, um ambiente mais global de treinamento envolvido com cada tipo de esporte. Não priorizamos tanto o volume de treino, mas sim a qualidade, a força e a execução. Nesse caso, podemos até comparar com o próprio Crossfit. A ideia de preparar o atleta no geral, para que ele renda mais em um esporte específico. Por exemplo, temos muito atletas na natação hoje em dia que treinam muito LPO.

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– De que forma você acredita que o Crossfit pode ajudar nesse sentido?

Acredito que o Crossfit pode melhorar muito a termos um treino mais completo! Fazendo uma analogia da natação com o Crossfit, podemos perceber que, em ambos, você tem que ter muita coordenação de músculos específicos do corpo. Por exemplo: na natação, se o atleta fizer uma rotação de quadril inadequada, ele vai nadar mais devagar. No Crossfit, se o atleta fizer o levantamento de kettlebel com um movimento errado de quadril, esquece! O kettlebel não vai subir nunca!

É preciso ter uma consciência corporal, saber que músculo usar na hora certa. Nesse sentido, acho que o crossfit ajuda muito os atletas.  Não só na natação como em todos os esportes, por ser uma atividade que trabalha o todo do atleta, um conjunto de fatores que são necessários em qualquer esporte: força, velocidade, resistência, equilíbrio. É necessário ser um atleta completo, e pra isso é preciso uma aprendizagem global: primeiro, é aprendermos tudo, e depois começamos a trabalhar especificamente a dificuldade do atleta. Porque cada pessoa é diferente.

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– O que achou do treino aqui na Barigui?

Gostei muito! Já conhecia toda a teoria do Crossfit, mas nunca tinha praticado pra valer. Só realizando um treino conseguimos entender a intensidade dos exercícios. Tirando a parte da corrida, que pra mim foi fácil (rsrs), todo o resto foi muito intenso e eu senti todo o meu corpo trabalhar, além de trabalhar muito a consciência corporal e a parte psicológica.

Com certeza ficou ainda mais claro pra mim que o Crossfit é uma atividade completa, e um passo importante para qualquer pessoa que queira uma preparação física melhor.

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